Dia 30 --- Segunda-feira
4° Semana da Páscoa
(Prefácio Pascal, Cor Branca - São José Benedito Cottolengo)
Comentário Inicial:
Que a fé não nos faça pessoas altamente protegidas e fechadas. Ao contrário, que ela nos faça pessoas abertas ao diálogo, ao acolhimento e à compreensão de nossa história. Pedro compreendeu isso em sua relação com os pagãos. Em novas situações históricas devemos fazer a mesma coisa, pois hoje devemos ser a porta que se abre para que outros possam ver a Cristo, a porta verdadeira do Reino. Sendo hoje o Dia Nacional da Mulher, que elas tenham um lugar em nosso país, em nossas famíliasm e sejam amadas e respeitadas.
Primeira Leitura: (At 11, 1-18)
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 1os apóstolos e os irmãos, que viviam na Judeia, souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus. 2Quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com ele, dizendo: 3“Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!” 4Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que havia acontecido: 5“Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em êxtase e tive a seguinte visão: Vi uma coisa parecida com uma grande toalha que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim. 6Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens, répteis e aves do céu. 7Depois ouvi uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro, mata e come’. 8Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! porque jamais entrou coisa profana e impura na minha boca’. 9A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames impuro o que Deus purificou’. 10Isso repetiu-se por três vezes. Depois a coisa foi novamente levantada para o céu. 11Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesareia à minha procura. 12O Espírito me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me acompanharam e nós entramos na casa daquele homem. 13Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como Pedro. 14Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para toda a tua família’. 15Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. 16Então eu me lembrei do que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. 17Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” 18Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificaram a Deus, dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”
--- Palavra do Senhor.
--- Graças a Deus.
Salmo Responsorial: (Sl 41)
--- Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.
--- Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.
- Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!
- A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
- Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!
- Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!
Evangelho: (Jo 10, 1-10)
--- O Senhor esteja convosco.
--- Ele está no meio de nós.
--- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
--- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor.
Breve Meditação: "Jesus é a única porta pela qual entramos e somos salvos"
Em todos os Evangelhos, João é o único que nos apresenta Jesus diretamente como a “Porta das ovelhas”. O Senhor indica, claramente, que Ele é a única porta por onde deve entrar todos os pastores de Israel. Ou seja, os reis ou dirigentes messiânicos de Israel devem se ajustar ao único e verdadeiro pastor que é Jesus. Quem não entrar como os apóstolos, pela Sua porta, não pode ser verdadeiro pastor. Por isso, na continuação, Jesus explica Seu papel de supremo e verdadeiro Pastor.
A afirmação de Jesus, segundo a qual Ele é a porta do aprisco, é de tal modo absoluta, que nos obriga a mantê-la como uma verdade de fé. Todo aquele que não se compromete com Jesus e seus ensinamentos, não pode ser verdadeiro pastor das ovelhas que constituem os súditos do Reino.
Essa Porta é única, de modo que qualquer outra porta que nos seja apresentada será o mesmo que entrar no aprisco “por cima da cerca”. E isso é roubalheira, é vandalismo, prática própria dos ladrões que servem melhor a seus interesses do que ao bem das ovelhas a eles encomendadas.
Quem são os tais? Evidentemente, aqueles que buscam o dinheiro como proveito de seus serviços ou a fama para serem louvados como tais líderes. Quando Jesus coloca Seu serviço como “dar a vida”, é para isso: Ele escolheu a morte para que elas tenham vida (cf. Jo 10,15). Jesus ainda dirá como os chefes da Terra subjugam e dominam, mas aquele que quiser ser grande entre seus discípulos deve servir a todos como Ele mesmo fez (cf. Mt 20,25-28).
Não podemos esquecer que os primeiros pastores são os próprios pais. Neste mundo, em que o bem-estar e o prazer substituem o amor e o serviço, é bom recordar as palavras de Jesus sobre como apascentar as ovelhas que, no caso, são os próprios filhos.
“Em verdade, vos declaro: Eu sou a porta das ovelhas”. Jesus acaba de abrir a porta que nos tinha mostrado fechada. Ele mesmo é essa porta. Reconheçamo-lo, entremos e alegremo-nos por ter entrado.
“Os que vieram antes são ladrões e salteadores”. É preciso compreender: “Os que vieram fora de mim”. Os profetas vieram antes d’Ele. Eram, por acaso, ladrões e salteadores? De forma nenhuma, porque não vieram fora de Cristo. Estavam com Ele. Ele os tinha enviado como seus mensageiros.
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, diz Jesus (Jo 14,6). Se Ele é a verdade, os que estavam na verdade estavam com Ele. Os que vieram fora d’Ele, pelo contrário, são ladrões e salteadores porque só vieram para pilhar e fazer morrer. “A esses, as ovelhas não escutaram”, diz Jesus.
Mas os justos acreditaram que Ele viria tal como nós acreditamos que Ele já veio. Os tempos mudaram. A fé é a mesma. Uma mesma fé reúne os que acreditavam que Ele devia vir e os que acreditam que Ele já veio. Vemos entrar todos, em épocas diferentes, pela única porta da fé, quer dizer, Cristo.
Sim, todos os que acreditaram no passado, no tempo de Abraão, de Isaac, de Jacó, de Moisés ou dos outros patriarcas e profetas que anunciavam Cristo. Todos esses eram já suas ovelhas. Neles se ouviu o próprio Cristo, não como uma voz estranha, mas com a Sua própria voz.
Portanto, quem entrar por Jesus encontrará pastagem, isto é, alimento para a vida. E vida em abundância. A vida eterna.
Pai, torna-me um discípulo dócil de Jesus, o verdadeiro Pastor que arriscou a própria vida para me salvar. Somente Ele poderá conduzir-me para Ti e contigo viver eternamente.
Blog Especializado em Liturgia. Aqui você encontrará as Leituras do Dia, e uma Breve Meditação sobre o Tema Principal Abordado na Liturgia da Palavra
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Liturgia Diária - Dia 29/04/2012
Dia 29 - Domingo
4° Domingo da Páscoa
( Prefácio Pascal, Glória, Cor Branca - Santa Caratina de Sena - Dia Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas)
Comentário Inicial: ("Fazendo-nos Bons Pastores, Nos Nos Salvamos")
Só em Jesus somos salvos, pois só Nele somos chamados e de fato somos filhos de Deus. Só Nele escutando sua voz, tornamo-nos bons pastores, damos a vida por nossos irmãos, e somos igualmentes amados pelo Pai. Na força da Eucaristia, vivamos a páscoa, consumindo nossas vidas por nossas ovelhas, que são nossos irmãos e irmãs, principalmente mais necessitados.
Primeira Leitura: (At 4, 8-12)
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Pedro cheio do Espírito Santo disse: "Chefes do povo e anciãos: hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foicurado. Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré, - aquele que vós crucificastes e que Deus ressucitou dos mortos - que este homem está curado diante de vóos. Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.
--- Palavra do Senhor
--- Graças a Deus!
Salmo Responsorial: (Sl 117)
--- A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.
--- A pedra que os pedreiros rejeitaram,tornou-se agora a pedra angular.
- Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos deste mundo!
- Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o salvador! A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso; que maravilhas ele fez a nossos olhos!
- Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores! Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”
Segunda Leitura: (1Jo 3, 1-2)
Leitura da Primeira Carta de São João:
Caríssimos: Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. Caríssimosm desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.
--- Palavra do Senhor
--- Graças a Deus!
Evangelho: (Jo 10, 11-18)
--- O Senhor esteja convosco.
--- Ele está no meio de nós
--- PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
--- Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário que não se importa com as ovellhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isso que meu Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi de meu Pai”.
O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário que não se importa com as ovellhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isso que meu Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi de meu Pai”.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor!
Breve Meditação: ("Você tem sido Bom Pastor às Ovelhas de Deus?")
Jesus nos responde: “Eu sou o Bom Pastor”. Se entendermos, na palavra “bom”, o sentido de “modelo”, então teremos a resposta certa, porque o Senhor é modelo de Pastor ideal.
O verdadeiro pastor é aquele que presta o seu serviço por amor e não por dinheiro. Ele não está apenas interessado em cumprir o contrato, mas em fazer com que as ovelhas tenham vida e se sintam felizes. A sua prioridade é o bem do rebanho que lhe foi confiado. Por isso, ele arrisca tudo em benefício das ovelhas e está disposto a dar sua própria vida por elas, porque as ama. Nele, as ovelhas podem confiar, pois sabem que seu cuidador não defende interesses pessoais.
Você, presidente, governador, prefeito, político, bispo, sacerdote, diácono, consagrado, catequista, casado, pai, mãe ou jovem, como tem sido bom pastor para as ovelhas que lhe foram confiadas por Deus?
O Bom Pastor dá a sua vida por nós. Isso requer de nós a consciência de nossa tarefa, de nosso dever. Ao dar a Sua vida, Jesus estava consciente de que não perderia nada. Quem se gasta a serviço do projeto de Deus não perde a vida, mas constrói para si – e para o mundo – a vida eterna e verdadeira. O seu dom não termina em fracasso, mas em glorificação. Para quem ama não há morte, pois o amor gera vida verdadeira e definitiva.
O apascentador dá a vida por suas ovelhas. Jesus se apresenta como modelo de Pastor ideal, fato polêmico com os sumos sacerdotes e mestres da Lei, denunciando o modo como o povo era tratado por seus líderes. Diferente do mercenário – como bem nos escreve João -, que não se importa com as ovelhas, Jesus é Aquele que vive para os Seus.
Ele, o Homem da substituição solidária, conhece e dá Sua vida para que tantos a tenham. Por isso, o Pai Lhe ama e Lhe concede o poder de tirar e receber a vida: “Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi do meu Pai” (Jo 10,18). Essa missão é marcada por uma relação pessoal e íntima com as ovelhas: conhece a cada uma, fruto de amor-doação. Mas, ao mesmo tempo, não se limita às fronteiras de Israel: “Tenho também outras ovelhas…”. Seus cuidados de Pastor destinam-se a levar vida a todos os povos da Terra.
Em Jesus se realiza a ação do Pai. N’Ele e por Ele a salvação chega ao universo, como Lucas reconhece nos Atos dos Apóstolos: “Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.
Em Jesus recebemos o grande presente do Pai: somos todos considerados filhos de Deus. Desta consciência deve nascer toda a nossa alegria e esperança. Se o mundo em que vivemos nos revela que perdeu seu sentido de ser entregue à violência, à corrupção exagerada e ao consumismo desaforado, nós temos o grande compromisso de levar a Boa Nova mediante atitudes cristãs que nos empenham na luta por ver triunfar, neste mundo, o amor do Bom Pastor por Suas ovelhas.
A entrega de Jesus não é um acidente nem uma inevitável fatalidade, mas um gesto livre de alguém que ama o Pai, ama os homens e escolhe o amor até às últimas consequências. O dom de Jesus é um dom livre, gratuito e generoso. Sua decisão em oferecer, livremente, a própria vida, manifesta Seu amor pelo Pai e pelos homens.
Jesus é a porta que introduz o ser humano na vida de Deus. Entrando por essa porta, as ovelhas se encontram com o Pai e com o Seu projeto de salvar a todos, inclusive você, meu irmão e minha irmã!
A salvação está entrando em sua casa pela parábola do Bom Pastor. Louve e agradeça a Deus, porque Ele é bom, pois em Jesus se manifesta a ternura do Pai que quer nos conduzir.
Veja que Pedro, cheio do Espírito Santo, disse: “É pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré – Aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos – que este homem está curado diante de vós”, ou seja, que nossas ações possam revelar o Cristo. Somente por Ele sejam feitas nossas ações pastorais e sociais. Pedro, nessa passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos, nos inspira a ser reveladores do Bom Pastor. Portanto, alegremo-nos no Senhor fazendo o bem, mesmo quando encontrarmos oposição. Isso enriquece nossa vida, porque o amor de Jesus é salvação, é Páscoa, é Ressurreição!
Que neste domingo, eu e você busquemos ser sinal do Bom Pastor que “dá a vida por suas ovelhas” e faz-se Pão partilhado. Que cada batizado se sinta chamado e comprometido com Sua causa. Que Sua ação seja a nossa ação mediante participação, a cada domingo, no memorial eucarístico, e concretizado na perfeita busca pela justiça e paz. Que possamos, verdadeiramente, ser bons pastores e revelar o Reino de Deus nas nossas manifestações de carinho e atenção mútua, em especial pelo pobre e sofredor, figura predileta da ternura e do cuidado do Bom Pastor.
sábado, 28 de abril de 2012
Entendendo o Ano Liturgico e Suas Representações
Resumo do que é o "Ano Liturgico"
O Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.
Organização do Ano Litúrgico
Com base no que foi comentado acima, podemos perceber que existiu a necessidade de se organizar essas comemorações. E assim a Igreja fez, ao longo de séculos, estabelecendo um calendário de datas a serem seguidas, que ficou sendo denominado de “Ano Litúrgico” ou “Calendário Litúrgico”.O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.
Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas. Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominados dias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.
Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.
Cada rito litúrgico da Igreja Católica tem o seu Calendário Litúrgico próprio, com mais ou menos diferenças em relação ao Calendário Litúrgico do Rito romano, o mais conhecido. No entanto, para todos os ritos litúrgicos é idêntico o significado do Ano litúrgico, assim como a existência dos diversos tempos litúrgicos e das principais festas litúrgicas.
A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma seqüência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A lêem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.
Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo, os católicos, de três em três anos, se acompanharem a liturgia diária, terão lido quase toda a Bíblia.
Tempos Litúrgicos
Advento
O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.
Tempo do Natal
Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus e do Batismo de Jesus.
Tempo da Quaresma
O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina no Lava Pés .
Tríduo Pascal
O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.
Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.
Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer acto litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.
Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.
Tempo Pascal
A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.
Tempo Comum
Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.
O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado para celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos.
Para entender melhor o Ano Litúrgico, utilizaremos o Gráfico abaixo que mostra a Mística e a Abordação Principal de cada Tempo:
Liturgia Diária - Dia 28/04/2012
Dia 28 --- Sábado
3° Semana da Páscoa
(Prefácio Pascal, Cor Branca - São Luís Maria Grignion de Montfort)
Comentário Inicial:
Nós queremos a felicidade e a paz. Deus dá-nos os bens divinos, nos quais encontramos a felicidade e a paz. A Igreja nascente compreendeu que só em Deus a pessoa pode realizar-se plenamente. E por isso, a resposta de Pedro a Jesus é fundamental: "A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna". Esta e nossa fé; somente em Cristo nos realizamos plenamente.
Primeira Leitura: (At 9, 31-42)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, a Igreja vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo. Pedro percorria todos os lugares; e visitou também os fiéis que moravam em Lida. Encontrou aí um homem chamado Enéias, que estava paralítico e, há oito anos, jazia numa cama. Pedro disse-lhe: “Enéias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma a tua cama!” Imediatamente Enéias se levantou. Todos os habitantes de Lida e da região do Saron viram isso e se converteram ao Senhor. Em Jope, havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer Gazela. Eram muitas as obras boas que fazia e as esmolas que dava. Naqueles dias, ela ficou doente e morreu. Então lavaram seu corpo e o colocaram no andar superior da casa. Como Lida ficava perto de Jope, e ouvindo dizer que Pedro estava lá, os discípulos mandaram dois homens com um recado: “Vem depressa até nós!” Pedro partiu imediatamente com eles. Assim que chegou, levaram-no ao andar superior, onde todas as viúvas foram ao seu encontro. Chorando, elas mostravam a Pedro as túnicas e mantos que Tabita havia feito, quando vivia com elas. Pedro mandou que todos saíssem. Em seguida, pôs-se de joelhos e rezou. Depois, voltou-se para o corpo e disse: “Tabita, levanta-te!” Ela então abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. Pedro deu-lhe a mão e ajudou-a a levantar-se. Depois chamou os fiéis e as viúvas e apresentou-lhes Tabita viva. O fato ficou conhecido em toda a cidade de Jope e muitos acreditaram no Senhor.
--- Palavra do Senhor.
--- Graças a Deus.
Salmo Responsorial: (Sl 115, 12-17)
--- Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
--- Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
- Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.
- Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.
- Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.
- Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão: Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.
Evangelho: (Jo 6, 60-69)
--- O Senhor esteja convosco.
--- Ele está no meio de nós.
--- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
--- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor.
Breve Meditação: "Qual Tem Sido a Sua Resposta a Palavra de Jesus?"
A revelação de Jesus, como o Pão descido do céu e de Sua Carne dada como alimento para a vida do mundo, provocou incompreensões e murmurações entre os judeus (cf. Jo 6,41.52).
Muitos de seus discípulos também, sem entender, abandonaram Jesus. Ante essa atitude do povo, Jesus – fazendo um pequeno comentário – pergunta aos seus discípulos: “Acaso também vós quereis partir?”. Pelo que nos parece, o abandono foi geral. O lugar ficou praticamente vazio e, então, era o momento de Jesus animar aos que restavam e que Ele tinha escolhido a dedo: os doze apóstolos.
Se a resposta fosse negativa, a pergunta pareceria uma exclusão de todos que, deixando Jesus, foram embora. O Senhor, praticamente, lhes diz: “Vós também sois do tipo pusilânime e covarde que, na dificuldade, desanima e foge?”. Também, hoje, Ele nos faz a mesma pergunta.
Gostaria que você não se esquecesse da resposta de Pedro e fizesse, dela, a sua resposta: “Senhor, a quem iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna”. Veja que a resposta de Pedro tem como sujeito a palavra “Senhor”. Evidentemente, não é o mesmo Senhor do Ressuscitado que recebeu o poder, mas indica que as Palavras de Jesus têm a autoridade, o poder e a capacidade de salvar as nossas vidas; por isso, devemos nos submeter a elas.
É preciso que, como Pedro, você tenha a consciência de que não existe, em nenhum lugar do mundo, outro nome pelo qual possamos ser salvos, senão, em nome de Jesus e em Seu poder. Suas Palavras contêm verdade eterna. São as únicas que, propriamente, podem ser declaradas como verdade. É por essa certeza que eu e você temos de acreditar, assim como Pedro nos mostra, que Ele é o ungido, o Filho do Deus.
Afirmar que Jesus é o Filho do Deus vivo é um ato de fé inusitado entre Seus discípulos, não por aclamá-Lo Messias, mas por declará-Lo Filho do Senhor, aceitando que o Pai é Deus. Assim, Pedro estava disposto a admitir e a acreditar nessas Palavras de vida.
Por outro lado, Jesus pede uma resposta clara a Seus apóstolos. Pedro, em nome de todos, dá a única resposta possível para um seguidor de Cristo: “Este é o Ungido do Senhor” e, como Filho, conhece, perfeitamente, a vontade do Pai, cujo seguimento é a verdadeira vida.
Para os homens de fora, as Palavras de Jesus constituem um fracasso. Eles as escutam não com o espírito de obediência, mas com o critério de uma razão humana que se julga independente e absoluta. É o critério de Tomé: se não vejo, não creio. “Negá-las, porque não as podemos experimentá-las” é cerrar-se ao mistério que sempre existe na grande verdade divina.
Vemos que Jesus se intitula o “Filho do Homem”. Isso significa que Ele pode ser visto e ouvido como um homem, mas com a particularidade de ser representante da divindade, ou seja, a face humana de Deus. Ele sabe como conduzir a humanidade e Seu exemplo é paradigma de todos os que desejam viver sua vida em conformidade com os planos e desígnios do Senhor. Até dirá: “Aprendei de mim que sou pacífico e humilde em minhas ambições e propósitos”.
Em nossos dias, a Palavra de Jesus tem uma resposta negativa: a incredulidade. É Palavra difícil, que exige uma submissão prática da vida, não só no modo de pensar, mas também no modo de atuar.
A Palavra de Jesus também pode ter uma resposta positiva, como a dada por Pedro: a fé. Não uma fé no homem sábio e brilhante, mas na testemunha que conta o que viveu no seio de Deus. A Sua Palavra está corroborada por obras admiráveis. Se nelas não acreditarmos, desaparecerá o Filho de Deus e ficará apenas o homem Jesus, admirável em palavras e condutas, mas puramente humano, de quem podemos tomar aquilo que nos convêm e descartar as palavras difíceis que atrapalham o nosso ideal ou a nossa maneira de vida. Jamais esse tipo de fé será vida para nós.
Que Simão Pedro interceda por nós, para que, diante de tantos profetas da falsidade, reconheçamos, nas Palavras de Cristo, a vida, a verdade e o caminho que nos conduz a Deus, nosso Pai, e digamos: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna”.
Liturgia Diária - Dia 27/04/2012
Dia 27 --- Sexta-feira
3° Semana da Páscoa
(Prefácio Pascal, Cor Branca - Santa Zita)
Comentário Inicial:
A Palavra de Deus toca a existência de quem a acolhe, ou nela descobre o Deus misericordioso que se comunica conosco. Assim aconteceu a Paulo e àqueles que a acolheram sem reservas. Compreenderam que Jesus é o amor do Pai encarnado em nossa história e em nossa vida, e que crer no Crucificado é ter a vida: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna". E no Dia da Empregada Doméstica exaltamos sua dignidade e com ela rezamos.
Primeira Leitura: (At 9, 1-20)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus
Naqueles dias, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus
--- Palavra do Senhor
--- Graças a Deus
Salmo Responsorial: (Sl 116)
--- Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
--- Ide por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
- Cantai louvores ao Senhor, todas a gentes, povos todos, festejai-o!
- Pois comprovado é o seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!
Evangelho: ( Jo 6, 52-59)
--- O Senhor esteja convosco.
--- Ele está no meio de nós
--- Procamação do Evangelho de Jesus Cristo + Segundo João.
--- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor.
Breve Comentário: "Acredite, Viva e Experimente a Eucaristia"
Tempo pascal , tempo de alegria, tempo de firmar a fé no nosso coração. O Evangelho, de hoje, talvez cause em alguns de nós um pouco de susto, como causou nos judeus quando Jesus falou sobre beber Seu sangue e comer da Sua carne. Para os judeus isso é algo repugnante.
O Mestre fez questão de usar uma linguagem bem forte, a fim de que eles refletissem e entendessem a importância da Eucaristia.
Muitas vezes, precisamos exagerar para fazer como que a pessoa entenda o que queremos lhe dizer, por isso Jesus faz com que eles reflitam e entendam a importância do que Ele queria, e ainda hoje, quer nos mostra por meio da Eucaristia.
Comer da Carne de Jesus significa tomar a Sua identidade, assumi-la, pois é o corpo que nos dá a identidade. Beber de Seu Sangue é um sinal de vida tanto para nós quanto para os antigos, portanto significa ter em nós a vida de Cristo. O Pai nos deixou isso bem claro quando insistiu na Eucaristia. Esse é o sentido sacramental do beber o Sangue e comer da Carne de Jesus, esperando a Sua volta. O Pão da vida quando é partilhado, é o momento em que nos alimentamos da vida nova que Ele nos trouxe.
O Senhor deixou bem claro que todo aquele que beber do Seu Sangue e comer da Sua Carne terá a comunhão com Ele. Quem está unido a Jesus está unido ao Pai.
É bonito pensar nessa unidade profunda que existe entre Deus e Jesus, entre Cristo e os cristãos. Essa comunhão com Ele nos faz viver uma vida de profunda intimidade com Deus.
Quantos santos e doutores da Igreja falaram da Eucaristia como banquete! Por isso, durante a Santa Missa, a graça com que o Espírito Santo transforma esse momento eucarístico também nos transforma. “Quem come do meu Corpo e bebe do meu Sangue também ressuscitará”, disse Jesus.
Se o peregrino vem, todos dos dias, viver e partilhar dessa mesa, ele será alimentado pelo alimento mais necessário para a nossa vida: a Eucaristia.
A experiência narrada sobre a conversão de São Paulo é bonita, pois ele era um homem zeloso às coisas de Deus, mas não aceitava nada dos cristãos. Ele os perseguia. No entanto, para sua conversão foi preciso que Paulo se deparasse com duas realidades: a presença do Cristo ressuscitado e o encontro com o Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja. O que Paulo perseguia não era o Cristo, mas sim o Seu Corpo.
Nessa perseguição, ele tomou consciência do seu encontro com Jesus, pois foi a Igreja quem o instruiu a se abrir para o Espírito Santo. Deus tinha um desígnio para ele, e Jesus iria ensiná-lo pelo sofrimento.
A Igreja é perseguida, Cristo é perseguido. A Igreja sofre como Cristo sofreu em Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Mas nós temos a certeza de Sua redenção, por isso caminhamos firmes na fé e acreditamos na Ressurreição de Jesus. Vamos olhar para a vida de Paulo, pois ele foi um grande evangelizador; portanto, não demore muito para se converter e permitir que o Espírito Santo faça de você um homem novo e uma mulher nova. “Ide pelo mundo e ensinai às pessoas a viver a fé e crer em Jesus vivo em nosso meio. Assim, vamos, com confiança, correr ao encontro de Cristo.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Liturgia Diária - Dia 26/04/2012
Dia 26 - Quarta-feira
3° Semana da Páscoa
(Prefácio Pascal, Cor Branca)
Comentário Inicial:
A palavra do Senhor é anunciada para todos, e quem a acolhe em sua vida transforma-se, como aquele etíope. ela é e deve ser anunciada por todos os cristãos. Filipe foi o mensageiro dessa Palavra para aquele etíope. E que devemos anunciar? Que o Cristo é o Senhor, o Pão vivo que nos dá a vida eterna. longe dele não há nem vida nem salvação. Recordamos hoje a 1° Missa celebrada no Brasil. Que a Eucaristia seja fonte de vida e de redenção para nosso Brasil.
Primeira Leitura: (At 8, 26-40)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?” O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.
--- Palavra do Senhor.
--- Graças a Deus
Naqueles dias, um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?” O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.
--- Palavra do Senhor.
--- Graças a Deus
Salmo Responsorial: (Sl 65)
--- Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
--- Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
--- Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
- Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés.
- Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca!
- Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor!
Evangelho: (Jo 6, 44-51)
--- O Senhor esteja convosco.
--- Ele está no meio de nós.
--- Ele está no meio de nós.
--- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
--- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor
Breve Meditação: "É Fundamental Que o Cristão Lute Pela Unidade"
A Palavra pregada por Jesus deve ser recebida, acolhida e refletida, pois é o anúncio da Boa Nova. Por meio dela, toda a humanidade, com alegria e fé, reconhece que o Senhor é o Pão da vida, que conduz os homens à comunhão com o Pai.
Por sua vez, com alegria e entusiasmo, a humanidade deve se comprometer com a Palavra e anunciá-la aos seus irmãos, fazendo dela uma única realidade. Assim como Jesus e o Pai são um só, também os homens devem ser um só com Ele. Este foi, é e deverá sempre ser o conteúdo da mensagem de Jesus. É fundamental que nós cristãos lutemos pela unidade, mas não pela desunião.
O ditado que afirma “cada um por si e Deus por todos” não tem lugar para nós, nem mesmo entre aqueles que não se conhecem ou são de outras confissões religiosas. Quando você se encontra com pessoas que não são católicas, qual é o seu comportamento? Sobre o que vocês têm falado ou discutido? Quanto a mim, por exemplo, não dialogo sobre coisas que nos dividem, mas sim sobre assuntos que nos aproximam e nos unem. Muitas vezes, nos julgamos os “melhores” e os “sabedores de tudo”, mas nos esquecemos de que o nosso Deus também é o Senhor daqueles que julgamos “ruins”.
Hoje, Jesus volta a nos ensinar. Cristo vem nos mostrar que Ele e o Pai estão unidos pelo mesmo amor. E essa mesma união deve acontecer com os discípulos que estão unidos a Jesus.
“Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai” (Jo 6,44). Viver em comunhão com Deus – e entre nós – deve ser nosso desejo e nossa missão de cristãos. Fomos feitos para a comunhão de irmãos, jamais para a divisão e a separação. Portanto, se você estiver vivendo isso, levante-se, hoje mesmo, e vá se encontrar com quem você brigou ou discutiu. Peça-lhe perdão e reconcilie-se com ele. Esse é o Pão do qual Jesus, redundantemente, quer que comamos: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6,51) .
Estamos diante do longo discurso sobre o Pão da vida, pronunciado após a partilha dos pães com a multidão na montanha. Um dos aspectos salientados por Jesus é que a iniciativa da salvação vem do Pai. Ninguém se faz discípulo de Jesus se não for designado por Deus. Todo aquele que escuta a Sua Palavra e procura fazer a vontade d’Aquele que o enviou, é introduzido na vida que nunca mais terá fim. Aqui está o Pão que desceu do céu. Quem comer d’Ele nunca morrerá.
Nos nossos dias, alimentar-se de Jesus é ter vida, é contemplá-Lo e seguir Seus passos. No serviço, na fraternidade, na solidariedade social, na busca pela justiça e pela paz, entra-se em comunhão de vida eterna com o Senhor.
Deixemo-nos tocar pelo convite de Jesus: “Vinde, convidados do meu Pai! A mesa está posta. Vinde!”. Participemos plena, consciente e ativamente. Comamos e bebamos o Corpo e o Sangue de Jesus. Repito: essa mesa é da compreensão, do diálogo, do perdão, da reconciliação. Ninguém deve se aproximar dela se não perdoar, de todo coração, a seu irmão, sua irmã, seu marido, sua esposa, seu esposo, seus filhos, colegas, amigos e até aos inimigos.
“Mas, padre, o que ele me fez foi muito duro e doloroso! Sinto as feridas até agora.” Eu lhe respondo: “Busque, em primeiro lugar, o Reino do Deus e a Sua justiça, pois o resto lhe será dado por acréscimo!”. É Jesus quem está dizendo isso a você, meu irmão e minha irmã!
Corra atrás daquilo que você chama de “prejuízo”. Deus é maior, Ele pode tudo. Aliás, o verdadeiro cristão não deve ser inimigo de ninguém nem dever a ninguém, a não ser ter a dívida do amor.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Liturgia Diária - Dia 25/04/2012
Dia 25 --- Quarta-feira
São Marcos, Evangelista
(Festa, Glória, Prefácio, Apóstolo, Cor Vermelha)
Comentário Inicial:
São Marcos foi apóstolo e evangelista. Há indicações de que em sua casa, Cristo celebrou a última Ceia (At 12, 12-16). serviu a Pedro na prisão em Roma, como também esteve à disposição de Paulo na prisão também. procura no Evangelho responder a pergunta: "Quem é Jesus?" Põe em destaque a traição de Judas e de Pedro. Demos graças ao Senhor pelo evangelista Marcos, que nos deixou escrito o Evangelho de Cristo. E por isso podemos beber desta fonte de salvação.
Primeira Leitura: (1Pd 5,5b-14)
Leitura da Primeira Carta de São Pedro.
Caríssimos, revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que na hora oportuna, ele vos exalte. lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele é quem cuida de vós. Sede sóbrios e vigilantes. o vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos aringem também os vossos irmãos pelo mundo afora. Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua gória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros. A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém. Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. A igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também, Marcos, o meu filho. Saudai-vox uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo.
--- Palavra do Senhor
--- Graças a Deus
Salmo Responsorial: (Sl 88)
--- Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
--- Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
- Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: "O amor é garantido para sempre!" E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
- Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas, e o vosso amor fiel, a assembléia dos eleitos, pois, quem pode, lá nas nuvens ao Senhor se comparar e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante?
- Quãofeliz é aquele povo que conhece a alegria: seguirá pelo caminho, sempre à luz de vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.
Evangelho: (Mc 16, 15-20)
--- O Senhor esteja Convosco
--- Ele está no meio de nós
--- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + Segundo Marcos.
--- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.
Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor.
Breve Meditação: "Não Tenha Medo de Ser Testemunha do Ressuscitado"
Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.
--- Palavra da Salvação.
--- Glória a vós, Senhor.
Breve Meditação: "Não Tenha Medo de Ser Testemunha do Ressuscitado"
Estamos diante das narrativas de aparições do Ressuscitado que, segundo os exegetas, seriam acréscimos posteriores feitos pela Igreja estruturada – provavelmente já no século II d.C. -, a qual achou por bem reforçar, nesse Evangelho, a dimensão do Cristo glorioso.
Glorioso por quê? A razão é simples: os apóstolos estavam angustiados por não poder realizar a missão de levar o Evangelho a todos os povos, como Jesus lhes havia ordenado. Enviados a proclamar o poder que Jesus recebeu do Pai, os apóstolos deveriam partir, dispostos a caminhar por todas as estradas do mundo e anunciar a Boa Nova da salvação a todas as pessoas que encontrassem. Ninguém poderia ser deixado de lado, pois a salvação é um direito de todos. Mas, assim como nós, hoje, também os discípulos de Jesus vacilaram muitas vezes. Tiveram medo de anunciar e pregar o Evangelho com viva voz. Então, Jesus ressurgiu e os confirmou na fé, dando-lhes a certeza da Sua presença entre eles.
Para que os discípulos não duvidassem do Mestre, Ele lhes deu sinais visíveis e concretos. O primeiro sinal foi o da adesão. Assim, o Senhor soprou sobre eles, a fim de que recebessem a força do Espírito Santo. Portanto, o sinal de adesão a Jesus se dá no batismo, feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Essa é a forma de vincular toda a humanidade ao Pai, por meio de Jesus, na força do Espírito. Dessa comunhão de amor deve surgir uma humanidade nova, fundada na filiação divina e na fraternidade.
Por sua vez, os apóstolos têm como tarefa levar os novos discípulos a pautar sua vida nos ensinamentos do Mestre. Para isso, bastaria ensinar os batizados a observar tudo aquilo que Jesus lhes havia ensinado, ou seja, nada mais do que amar a Deus e ao próximo, como fora explicitado no Sermão da Montanha.
Uma certeza deveria animar os apóstolos: o Ressuscitado estaria, para sempre, junto deles, incentivando-os a serem fiéis à missão. Portanto, nada de se deixar abater pela grandiosidade e pelas exigências da tarefa recebida.
“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Marcos 16,15). Assim, tornai-vos a esperança dos homens, vós que sois, para vós mesmos, causa de desespero. Descobrireis a extensão de vossa incredulidade quando virdes o mundo crer em vossa palavra, vós que sequer confiastes no testemunho de vossos olhos. Sabereis qual a dureza de vosso coração, quando virdes, no mundo inteiro, os povos mais selvagens proclamarem meu Nome sem jamais me terem visto, enquanto vós me renegastes quando vivi entre vós. Vereis pela terra homens divididos, homens encerrados em ilhas, encravados em rochedos, perdidos no deserto, mágicos, gregos tagarelas, romanos bem falantes procurarem a fé pela própria fé, que vós procurastes com a mão e com o dedo no fundo de minhas chagas.
Assim como Jesus enviou os apóstolos ontem, Ele faz o mesmo com você hoje. Ele está enviando você, meu irmão, como testemunha de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Não deixe que a sua “lentidão” sirva de obstáculo para os seus irmãos e irmãs. Não tenha medo, porque Jesus está com você.
Nada acontecerá com você durante sua missão. Saiba que a sua disponibilidade em aceitar o convite ao anúncio do Evangelho fortificará a fé daqueles que hão de crer por meio de você. “Quem crer e for batizado será salvo”, diz o Evangelho.
Como batizado, saiba que a fé é para o batismo o que a alma é para o corpo. Assim, aquele que nasce da água, vive da fé. “O justo – diz São Paulo – viverá pela fé “ (Rm 1,17). Portanto, aceite o convite. Não tenha medo e se coloque a serviço do Senhor, servindo seus irmãos. Seja testemunha do Senhor Ressuscitado.
Páginas de Formação Litúrgica
Resposta às perguntas dos leitores:
1° Pergunta: O título "Oração Eucarística" não deveria estar colocado após o canto "Santo, Santo, Santo"? Ou o chamado Prefácio já faz parte da Oração Eucarística?
Resposta: Tanto no Folheto quanto na Lirutgia Diária, nós colocamos o subtítulo Oração Eucarística antes do Prefácio. Algumas Orações Eucarísticas possuem Prefácio próprio . Na verdade, somente as de número I e III não os possuem. A rigor podemos dizer que o Prefácio não faz parte da Oração Eucarística. Entretanto, sua redação geralmente forma só uma peça oracional e até mesmo temática com a prece. Fazendo uma comparação: as editoras costumam imprimir logo nas primeiras páginas de um livro o texto do Prefácio. ele pode até ser escrito por uma pessoa diferente do autor. Mas acaba como que fazendo parte do livro. Fica sendo uma abertura. Ajuda o leitor a penetrar no assunto.
2° Pergunta: Porque o Evangelho usa esta expressão: "O Filho do Homem"? O que ela significa realmente?
Resposta: Se Jesus é o filho de Deus, porque é chamado de "Filho do Homem"? Boa pergunta! Antes de mais nada é preciso esclarecer que se trata de um "título messiânico". A expressão aparece no Livro do Profeta Daniel e é usada em várias vezes por João em seu Evangelho. Revela o Verbo (Deus) que se fez carne, que assumiu a natureza humana e, por sua fidelidade, morte e ressurreição, se torna o Novo Adão, princípio de uma nova humanidade. Mas é bom continuar pesquisando e descobrindo mais detalhes. A Palavra de Deus sempre nos desafia.
3° Pergunta: Porque a Comissão de Liturgia da CNBB não autoriza que os fiéis, durante a Celebração da Missa, rezem junto com o Celebrante a oração Coleta, que antecede a Liturgia da Palavra, e tambem a Oração depois da Comunhão? Seria tão satular, espiritualmente falando, pois o povo gosta de rezar em voz alta. Será que isso é anti-litúrgico?
Resposta: Não é a CNBB que não autoriza, mas a Sagrada Congregação Romana. E há razões para isso. Vamos fazer uma hipótese: imagine se durante a Santa Ceis, quando Jesus estivesse fazendo sua Oração Sacerdotal (veja Jo 1, 1-26), Pedro levantasse a mão e pedisse ao Mestre para deixar todos rezarem juntos, porque assim seria mais bacana... Jesus se dirigia ao Pai. Os discípulos acompanhavam atentamente. Se Jesus, o cabeça, pede ao Pai, é em benefício de todos nós que ele Pede. Isso é o que importa. pois bem, na Missa, várias orações são Presidenciais, ou seja, são dias somente pelo Sacerdote, pois ele é sinal de Cristo Sacerdote na Liturgia. A missa tem outros momentos para os fiéis da assembléia rezarem, inclusive cantando. Além disso, dizer Amém é concordar com a Oração feita, de tal modo que ela também é nossa.
4° Pergunta: Por que nos Ritos Iniciais, na saudação, a assembléia responde, usando o verbo "reunir" no preterito perfeito: "... que nos reuniu..."? Deveria estar no presente do indicativo: "reune". É muito mais lógico, pois estamos reunidos ali naquele momento! O que a Liturgia tem a dizer sobre isso?
Resposta: O Texto é assim mesmo. Está no Missal Romano. Discorrerei nas seguintes linhas o que um Sacerdote fala sobre tal assunto: "- A Eucaristia já começou com a eunião dos cristãos, discípulos, batizados. Quando o Sacerdote diz que Deus é bendito porque nos reuniu no amor de Cristo ele está empregando um sentido muito mais profundo a essa palavra. Trata-se da re-união do Corpo Místico de Cristo. O pecado foi e é a separação. a redenção é a re-união; unir novamente o que o pecado separou. Reuniu, reúne e continuará reunindo até o final dos tempos, pois existem ainda outras ovelhas que não são do rebanho de Cristo.
5° Pergunta: Na Celebração da palavra ou Culto Comunicário, os Cânticos das Oferendas geralmente mencionam "pão e vinho" e as Orações sobre as Oferendas fazem alusão ao "Sacrifício". Do ponto de vista litúgico não estariam errados esses procedimentos?
Resposta: Essa pergunta nos dá uma boa oportunidade para esclarecer um assunto muito importante. É fato que muitas comunidades não tem Eucaristia todos os domingos por causa da insuficiência de sacerdotes. elas realizam então uma Celebração da Palavra, fazem um Culto Comunitário, com distribuição da sagrada comunhão. pode presidir a celebração um Diácono ou um Ministro da eucaristia (Comunhão). Mas é preciso que a estrutura da celebração seja apropriada para o Culto. Não se trata de uma "Missa sem Padre", seguindo em tudo o mesmo folheto, menos a consagração. Seria bom, enquanto possível, usar um folheto ou um esquema para não dar a entender que é a mesma "coisa" mesmo quando o padre não está presente. Sendo assim, cuidado na hora do ofertório! Não pode haver ofertas nem de hóstias (pães) nem de vinho, pois não haverá "consagração". escolher então cânticos que não façam referências à oferta de pão e vinho; do mesmo modo, não fazer oração sobre as ofertas como se elas estivessem preparadas para a oferta do "sacrifício redentor", que só acontece na Eucaristia, na Missa. Portanto, é necessário evitar essa prática, pos reflete ignorância sobre o sentido dos ritos e das orações.
1° Pergunta: O título "Oração Eucarística" não deveria estar colocado após o canto "Santo, Santo, Santo"? Ou o chamado Prefácio já faz parte da Oração Eucarística?
Resposta: Tanto no Folheto quanto na Lirutgia Diária, nós colocamos o subtítulo Oração Eucarística antes do Prefácio. Algumas Orações Eucarísticas possuem Prefácio próprio . Na verdade, somente as de número I e III não os possuem. A rigor podemos dizer que o Prefácio não faz parte da Oração Eucarística. Entretanto, sua redação geralmente forma só uma peça oracional e até mesmo temática com a prece. Fazendo uma comparação: as editoras costumam imprimir logo nas primeiras páginas de um livro o texto do Prefácio. ele pode até ser escrito por uma pessoa diferente do autor. Mas acaba como que fazendo parte do livro. Fica sendo uma abertura. Ajuda o leitor a penetrar no assunto.
2° Pergunta: Porque o Evangelho usa esta expressão: "O Filho do Homem"? O que ela significa realmente?
Resposta: Se Jesus é o filho de Deus, porque é chamado de "Filho do Homem"? Boa pergunta! Antes de mais nada é preciso esclarecer que se trata de um "título messiânico". A expressão aparece no Livro do Profeta Daniel e é usada em várias vezes por João em seu Evangelho. Revela o Verbo (Deus) que se fez carne, que assumiu a natureza humana e, por sua fidelidade, morte e ressurreição, se torna o Novo Adão, princípio de uma nova humanidade. Mas é bom continuar pesquisando e descobrindo mais detalhes. A Palavra de Deus sempre nos desafia.
3° Pergunta: Porque a Comissão de Liturgia da CNBB não autoriza que os fiéis, durante a Celebração da Missa, rezem junto com o Celebrante a oração Coleta, que antecede a Liturgia da Palavra, e tambem a Oração depois da Comunhão? Seria tão satular, espiritualmente falando, pois o povo gosta de rezar em voz alta. Será que isso é anti-litúrgico?
Resposta: Não é a CNBB que não autoriza, mas a Sagrada Congregação Romana. E há razões para isso. Vamos fazer uma hipótese: imagine se durante a Santa Ceis, quando Jesus estivesse fazendo sua Oração Sacerdotal (veja Jo 1, 1-26), Pedro levantasse a mão e pedisse ao Mestre para deixar todos rezarem juntos, porque assim seria mais bacana... Jesus se dirigia ao Pai. Os discípulos acompanhavam atentamente. Se Jesus, o cabeça, pede ao Pai, é em benefício de todos nós que ele Pede. Isso é o que importa. pois bem, na Missa, várias orações são Presidenciais, ou seja, são dias somente pelo Sacerdote, pois ele é sinal de Cristo Sacerdote na Liturgia. A missa tem outros momentos para os fiéis da assembléia rezarem, inclusive cantando. Além disso, dizer Amém é concordar com a Oração feita, de tal modo que ela também é nossa.
4° Pergunta: Por que nos Ritos Iniciais, na saudação, a assembléia responde, usando o verbo "reunir" no preterito perfeito: "... que nos reuniu..."? Deveria estar no presente do indicativo: "reune". É muito mais lógico, pois estamos reunidos ali naquele momento! O que a Liturgia tem a dizer sobre isso?
Resposta: O Texto é assim mesmo. Está no Missal Romano. Discorrerei nas seguintes linhas o que um Sacerdote fala sobre tal assunto: "- A Eucaristia já começou com a eunião dos cristãos, discípulos, batizados. Quando o Sacerdote diz que Deus é bendito porque nos reuniu no amor de Cristo ele está empregando um sentido muito mais profundo a essa palavra. Trata-se da re-união do Corpo Místico de Cristo. O pecado foi e é a separação. a redenção é a re-união; unir novamente o que o pecado separou. Reuniu, reúne e continuará reunindo até o final dos tempos, pois existem ainda outras ovelhas que não são do rebanho de Cristo.
5° Pergunta: Na Celebração da palavra ou Culto Comunicário, os Cânticos das Oferendas geralmente mencionam "pão e vinho" e as Orações sobre as Oferendas fazem alusão ao "Sacrifício". Do ponto de vista litúgico não estariam errados esses procedimentos?
Resposta: Essa pergunta nos dá uma boa oportunidade para esclarecer um assunto muito importante. É fato que muitas comunidades não tem Eucaristia todos os domingos por causa da insuficiência de sacerdotes. elas realizam então uma Celebração da Palavra, fazem um Culto Comunitário, com distribuição da sagrada comunhão. pode presidir a celebração um Diácono ou um Ministro da eucaristia (Comunhão). Mas é preciso que a estrutura da celebração seja apropriada para o Culto. Não se trata de uma "Missa sem Padre", seguindo em tudo o mesmo folheto, menos a consagração. Seria bom, enquanto possível, usar um folheto ou um esquema para não dar a entender que é a mesma "coisa" mesmo quando o padre não está presente. Sendo assim, cuidado na hora do ofertório! Não pode haver ofertas nem de hóstias (pães) nem de vinho, pois não haverá "consagração". escolher então cânticos que não façam referências à oferta de pão e vinho; do mesmo modo, não fazer oração sobre as ofertas como se elas estivessem preparadas para a oferta do "sacrifício redentor", que só acontece na Eucaristia, na Missa. Portanto, é necessário evitar essa prática, pos reflete ignorância sobre o sentido dos ritos e das orações.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Liturgia Diária - Dia 24/04/2012
Dia 24 - Terça-feira
3ª Semana da Páscoa
(Prefácio pascal, Cor Branca - São Fidelis de Sigmaringa)
Comentário Inicial
Estêvão traz-nos um grande ensinamento: Quem diz não a Deus e rejeita seus mediadores está destinado ao fracasso. Dizer não à Deus é dizer não ao projeto do Reino. Por isso, Jesus insiste que creiam em sua pessoa, pois Ele é o sinal supremo do amor de Deus presente no mundo. Só Ele pode salvar e dar a vida. Não tenhamos cabeça dura, e deixemos que Deus nos fale sobre sua vontade, e a cumpramos com dedicação.
Primeira Leitura ( At 7, 51-8, 1a)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, estêvão disse ao povo, aos anciãos, e aos doutores da lei: "Homens de cabeça dura, insensíveis e incircunciosos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vos! A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora vos vos tornastes traidores e assassinos. Vós recebestes a Lei, por meio de Anjos, e não a observastes!" Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. E disse: "Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus". Mas eles dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: "senhor Jesus, acolhe o meu espírito". Dobrando os joelhos, gritou com vos forte: "Senhor, não os condenes por este pecado". E ao dizer isto, morreu. Saulo era um dos que aprovavam a execuçao de Estêvão.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo Responsorial (Sl 30)
--- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
--- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
- Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me"
- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque Vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, vsso amor me faz saltar de alegria.
- mostrai serena a vossa faze ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa faze os defendeis bem longe das intrigas dos mortais.
Evangelho (Jo 6, 35ab)
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.
- Palavra da Salvação.
- Gloria a vós, Senhor.
Breve Meditação: "Senhor, dá-nos sempre desse Pão"
A multidão que participou do milagre da multiplicação dos pães, na montanha, e, depois, seguiu Jesus até Cafarnaum, acabou percebendo que Ele propôs algo novo. Pedem-lhe, então, um sinal para crer, pois não entenderam o gesto da partilha. Querem uma prova extraordinária como a de Moisés e o maná. É o apego do Judaísmo às suas tradições, fechado à novidade de Jesus. Querem um Messias poderoso, mesmo que seja opressor e explorador. Então, Cristo revela a Sua verdadeira identidade, bem como a daqueles que O recebem dignamente: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35).
Ele é o verdadeiro Pão que desceu do céu. Diferente do maná, alimento que Deus enviou por meio de Moisés, a fim de avalizá-lo diante do povo como profeta enviado pelo Senhor. Mas Jesus é o próprio Filho de Deus que se deu como alimento para os homens peregrinos. É o primeiro e o último sinal. É a primeira e última Palavra do Pai, por quem tudo começou a existir. Sem Ele nada seria criado nem salvo. Por Ele todos nós alcançamos graça sobre graça, pois onde abundou o pecado superabundou a graça de Deus.
Por duas vezes, no Evangelho de hoje, repete-se o tema do maná no discurso de Jesus sobre o Pão da vida. É um tipo ou referência fundamental para a comparação que se estabelece entre Moisés e Jesus, entre o alimento que nos leva à morte e o Pão da vida eterna. O maná apareceu para saciar a fome dos israelitas, perdidos no deserto enquanto caminhavam, reclamando e com saudades das “cebolas do Egito”. Infelizmente, a crença popular judaica esperava que, na era messiânica, voltasse a repetir-se o “milagre” do maná. Jesus lhes faz um desafio ao lhes apresentar não um pão, mas o Pão. Eis aqui um alimento material que simboliza outro superior e mais completo: o Pão da vida que é o próprio Cristo.
Por isso, Jesus instrui a multidão acerca de Sua verdadeira natureza: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (Jo 6,32-33).
A expressão “pão descido do céu” nos remete, hoje, ao Pão Eucarístico, que é o Corpo de Jesus. Ele é o Pão da vida. Então, as pessoas, de acordo com a interpretação material do pão mencionado por Cristo – tal como a samaritana a respeito da Água Viva (cf. Jo 4,14) – , dizem a Ele: “Senhor, dá-nos sempre desse pão” (Jo 6,34).
Esse pedido propicia a grande autorrevelação, na qual Jesus se identifica com o pão em questão: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. Jesus é o alimento que, tal como a Água Viva, satisfaz para sempre a fome e a sede daquele que n’Ele crê. É Ele quem alimenta a vida eterna em nós por Sua Palavra, Seu amor e testemunho.
Assim, o sinal que devemos pedir e receber, acolher de Deus, não deve ser outro senão o próprio Jesus. Ele é o resgate e o cultivo da existência. É a transformação das pessoas que, acolhendo o Seu amor, passam a ser também fonte de vida para outros.
Jesus deixa claro que as coisas do Alto vêm do céu, vêm do Pai. É Ele quem dá o verdadeiro Pão do céu, aquele que dá vida ao mundo. Este pão é Jesus. Quem O ouve se sensibiliza de modo semelhante à samaritana, quando o Senhor lhe oferece a fonte d’água, da qual quem dela beber nunca mais terá sede.
Os que ouviram as Palavras do Mestre pedem desse Pão para sempre. Como aquele povo, digamos, hoje, com fé: “Senhor, dá-nos sempre desse Pão”.
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