Resposta às perguntas dos leitores:
1° Pergunta: O título "Oração Eucarística" não deveria estar colocado após o canto "Santo, Santo, Santo"? Ou o chamado Prefácio já faz parte da Oração Eucarística?
Resposta: Tanto no Folheto quanto na Lirutgia Diária, nós colocamos o subtítulo Oração Eucarística antes do Prefácio. Algumas Orações Eucarísticas possuem Prefácio próprio . Na verdade, somente as de número I e III não os possuem. A rigor podemos dizer que o Prefácio não faz parte da Oração Eucarística. Entretanto, sua redação geralmente forma só uma peça oracional e até mesmo temática com a prece. Fazendo uma comparação: as editoras costumam imprimir logo nas primeiras páginas de um livro o texto do Prefácio. ele pode até ser escrito por uma pessoa diferente do autor. Mas acaba como que fazendo parte do livro. Fica sendo uma abertura. Ajuda o leitor a penetrar no assunto.
2° Pergunta: Porque o Evangelho usa esta expressão: "O Filho do Homem"? O que ela significa realmente?
Resposta: Se Jesus é o filho de Deus, porque é chamado de "Filho do Homem"? Boa pergunta! Antes de mais nada é preciso esclarecer que se trata de um "título messiânico". A expressão aparece no Livro do Profeta Daniel e é usada em várias vezes por João em seu Evangelho. Revela o Verbo (Deus) que se fez carne, que assumiu a natureza humana e, por sua fidelidade, morte e ressurreição, se torna o Novo Adão, princípio de uma nova humanidade. Mas é bom continuar pesquisando e descobrindo mais detalhes. A Palavra de Deus sempre nos desafia.
3° Pergunta: Porque a Comissão de Liturgia da CNBB não autoriza que os fiéis, durante a Celebração da Missa, rezem junto com o Celebrante a oração Coleta, que antecede a Liturgia da Palavra, e tambem a Oração depois da Comunhão? Seria tão satular, espiritualmente falando, pois o povo gosta de rezar em voz alta. Será que isso é anti-litúrgico?
Resposta: Não é a CNBB que não autoriza, mas a Sagrada Congregação Romana. E há razões para isso. Vamos fazer uma hipótese: imagine se durante a Santa Ceis, quando Jesus estivesse fazendo sua Oração Sacerdotal (veja Jo 1, 1-26), Pedro levantasse a mão e pedisse ao Mestre para deixar todos rezarem juntos, porque assim seria mais bacana... Jesus se dirigia ao Pai. Os discípulos acompanhavam atentamente. Se Jesus, o cabeça, pede ao Pai, é em benefício de todos nós que ele Pede. Isso é o que importa. pois bem, na Missa, várias orações são Presidenciais, ou seja, são dias somente pelo Sacerdote, pois ele é sinal de Cristo Sacerdote na Liturgia. A missa tem outros momentos para os fiéis da assembléia rezarem, inclusive cantando. Além disso, dizer Amém é concordar com a Oração feita, de tal modo que ela também é nossa.
4° Pergunta: Por que nos Ritos Iniciais, na saudação, a assembléia responde, usando o verbo "reunir" no preterito perfeito: "... que nos reuniu..."? Deveria estar no presente do indicativo: "reune". É muito mais lógico, pois estamos reunidos ali naquele momento! O que a Liturgia tem a dizer sobre isso?
Resposta: O Texto é assim mesmo. Está no Missal Romano. Discorrerei nas seguintes linhas o que um Sacerdote fala sobre tal assunto: "- A Eucaristia já começou com a eunião dos cristãos, discípulos, batizados. Quando o Sacerdote diz que Deus é bendito porque nos reuniu no amor de Cristo ele está empregando um sentido muito mais profundo a essa palavra. Trata-se da re-união do Corpo Místico de Cristo. O pecado foi e é a separação. a redenção é a re-união; unir novamente o que o pecado separou. Reuniu, reúne e continuará reunindo até o final dos tempos, pois existem ainda outras ovelhas que não são do rebanho de Cristo.
5° Pergunta: Na Celebração da palavra ou Culto Comunicário, os Cânticos das Oferendas geralmente mencionam "pão e vinho" e as Orações sobre as Oferendas fazem alusão ao "Sacrifício". Do ponto de vista litúgico não estariam errados esses procedimentos?
Resposta: Essa pergunta nos dá uma boa oportunidade para esclarecer um assunto muito importante. É fato que muitas comunidades não tem Eucaristia todos os domingos por causa da insuficiência de sacerdotes. elas realizam então uma Celebração da Palavra, fazem um Culto Comunitário, com distribuição da sagrada comunhão. pode presidir a celebração um Diácono ou um Ministro da eucaristia (Comunhão). Mas é preciso que a estrutura da celebração seja apropriada para o Culto. Não se trata de uma "Missa sem Padre", seguindo em tudo o mesmo folheto, menos a consagração. Seria bom, enquanto possível, usar um folheto ou um esquema para não dar a entender que é a mesma "coisa" mesmo quando o padre não está presente. Sendo assim, cuidado na hora do ofertório! Não pode haver ofertas nem de hóstias (pães) nem de vinho, pois não haverá "consagração". escolher então cânticos que não façam referências à oferta de pão e vinho; do mesmo modo, não fazer oração sobre as ofertas como se elas estivessem preparadas para a oferta do "sacrifício redentor", que só acontece na Eucaristia, na Missa. Portanto, é necessário evitar essa prática, pos reflete ignorância sobre o sentido dos ritos e das orações.
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